Camicleta guinchada na Patagonia Argentina.

        Ontem caiu a barra maior do Cardan,  que liga direto no diferencial. Dia desses troquei um borracha de proteção do Cardan que havia danificado. A segurança que prende a barra rompeu com o peso e partiu, a barra desceu e bateu diversas vezes no chão, no asfalto, tirando lascas. Paramos após perder velocidadae porque o acostamento tinha desnível. Pelo menos tinha acostamento.
Conseguimos chamar 911, emergência da polícia Argentina,  nos deram o telefone da grua ” guincho”. Agora se veja falando em portunhol com policial da gendameria, para explicar o que quer e onde está. A polícia nos atendeu muito bem, mas naquele lugar não tinham como ir naquele momento, se não conseguisse a grua ligaria novamente para ver o que fazer.
O bom é  que tínhamos pego dois chips de celular e assim conseguimos ligar, no meio do nada, porque não havia nada em lado nenhum até onde a vista pudesse ver.. O sinal fraquinho da claro dessa vez nos socorreu. Estávamos no pampa como chamam por aqui. A uns 15 km de Gen Conesa,  que fica as margem do rio Negro.

      Antes de conseguir ligar passavam veículos mas ninguém parava,  ou melhor um parou. Fiquei a beira da estrada onde cruzavam certamente a mais de 120 km por hora, a pista era bem boa, e pouco movimento, uma carro agora outro daqui alguns minutos. O Diogo parou o carro, um rapaz argentino que ia pescar, acho isso porque havia uma vara de pescar no carro .

    Quando vi que ninguém ia parar resolvi agradecer com reverência,  inclinando o corpo um pouco a frente, com as  mãos coladas ao corpo,  e baixando a cabeça agradecendo. Acho que calei o subconciente do rapaz que já havia passado e retornou. A novela do sinal de celular continuou, então ele anotou o número do guincho e o meu, caso mais a frente conseguisse ligaria ao guincho e nos mandaria uma mensagem para avisar se conseguiu ou não.

  Logo em seguida consegui um sinal de celular que resolveu aparecer dentro da Cami, e falei com guincheiro Roberto, e novamente no fone a tentar explicar onde estávamos foi difícil, mas o Diogo, que ficou de ligar, falou depois com ele por telefone, e explicou a localização. Soube que Diogo ligou porque chegou a mensagem que ficou de mandar. Veio então o Roberto com seu guincho nos apoiar. Primeiro tiramos o Cardan que estava solto, e depois prendemos a Cami por um cambao que trouxemos, “uma mer…..   de cambao” , porque primeiro não  entrava no orifício para prender o suporte, tivemos que cortar o para-choque na estrada, aumentando o buraco e depois se partiu quando fomos socorridos por Harri, um senhor Argentino muito boa praça,  que veio com um caminhão boiadeiro nos guinchar. O cambao não suportou dois metro e se partiu. O cambao foi feito só para aparencias, uma verdadeira mer…..

    O Harri tinha um cambão de verdade e aí sim a Cami foi rebocada até seu galpão a beira do rio Negro, onde foi feito o reparo.

     O Harri e seu filhos, Sebastian  e Hugo, mais a esposa Maria, acabamos conhecendo durante o dia. O Sebastian fazia 19 anos ontem e comprou um veículo antigo e estava muito feliz sonhando em colocar ele em forma. Ele gostam de carros antigos, e os usam no dia a dia.

       A noite depois de todos os contratempos fomos para uma parrilla Argentina, vou dizer que se fosse  no meu Rio Grande do Sul, a mais gaudéria de todas, basta olhar as fotos.

      Conversamos muito, dentro do que foi possível entender, fizemos  novos amigos, e a viagem continua hoje para puerto Madry, onde ainda terei de tentar balancear o Cardan.  Vou colocar a patente na Cami (aqui se chama assim a placa do veículo)  agora pela manhã, logo após postar essa história,   e tomar um café, olhando o rio Negro que corre ao lado de minha janela.

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Primeiros dias dentro do Uruguai

Bom dia amigos e amigas da Camicleta.

    Para aqueles que além  do site Camicleta nos acompanham no Facebook ( motorhome camicleta ), sabem que estamos agora viajando pelo Uruguai. Entramos  neste país vizinho por Acegua, e lá demos entrada formal no País. Não  houve burocracia, pediram nossos documentos, demos o passaporte,  preenchemos uma ficha, mostrei a carteira de habilitação e carta verde. Essa um caso a parte, porque em Acegua não queriam fazer para motorhome, até que depois de insistência e telefonemas com a agência  que fica em Bagé, autorizaram a emissão.

    Como chegamos em Acegua pela tarde e não conseguimos logo a carta verde, dormimos na rua em frente no posto Ipiranga, numa rua em frente que ainda fica no lado brasileiro, porque Aceguá , Br,  faz fronteira naquele ponto com o Uruguai, na cidade de Acegua, Uy.

   No outro dia seguimos destino paro o Uruguai,  já pela tarde, uma vez que fizemos a CV (carta verde), colocamos um bujão de gás novo, fizemos um pequeno rancho.

   Logo na frente demos carona a dois estudantes brasileiros que foram a Montevideu. Na estrada quando começou a chegar  a tardinha resolvemos parar para dormir no primeiro lugarejo que passamos. Até esse momento já  havíamos passado por Melo que fica bem próximo, pela pequena cidade de Treinta y Tres, onde compromas um chip movistar para acessar internet. A cidade por sinal é  muito organizada e bonita, com suas construções antigas, e tem uma bela praça central.

   O local que paramos na rota 8, de nome Mariscala é bem concorrido a noite por camioneiros, que ficam ali pernoitando. Neste local ficamos em frente ao comércio “Al Paso” onde a noite comemos uma “assado de tiras”, com batatinhas.

   A noite muito tranquila, embora na beira da estrada não passaram muitos carros. Pela manhã após o café  e o tradicional chimarrão, seguimos em frente até a próxima cidade onde paramos para almoçar, aí que conhecemos Minas no Uruguai. Um lugar com parques e cidade antiga. Fomos para o parque RODO onde a Lilian preparou nosso almoço.

  Após seguimos do parque até  o camping Arequita que fica ao pé  do monte Arequita, aida em Minas. Ficamos uma noite ali, muitas famílias acampavam com barracas e faziam fogo de chão onde assava seus churrascos.

Acima uma família que acampava.

Acima nosso acampamento. Uma Patrícia bem gelada, uns picadinhos e depois dormir.

    Amanhãceu o dia e fomos para a caminhada.

Olha a altura do monte.

Seguimos em frente.

Chegamos ao topo, após uma caminhada por dentro da mata, que é  bem limpa e tranquila embora não  tivesse marcações do caminho.

Em cima tudo vale muito, a vista e demais.
Fica essa dica de passando pela rota 8, no Uruguai, uma paradinha em Minas, que além  de outros campings,  oferece atrativos naturais e parques.

  De Minas seguimos para Punta Del Est, que fica para a próxima postagem.

Não  esqueçam de dar uma olhadinha na Rede de Apoio ao Viajante, que criei para auxiliar os viajantes que forem voluntários.

Fiquem com DEUS e até a próxima! 

 

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DE BAGE PARA ACEGUA

Boa tarde amigos e amigas da Cami.

Hoje dia 5 de novembro de 2016, saímos do Parque do Gaúcho em Bage para a cidade de Aceguá, Br, que faz fronteira com a cidade de Acegua no Uruguai.

A distância é de uns 60 km, até que é pertinho, a paisagem são as pastagens de gado durante o caminho que é plano e asfaltado.

Lá em Acegua tem alguns free shopping, mas temos que ser como sempre muito honestos, vale ir para dizer que conhece ou se estiver perto como é o caso, comprar um queijo, vinhos ou algo assim, porque a cidade não oferece nada mais, pelo menos durante o dia. As mercadorias do ramos de eletrônicos é muito fraca, nada de lançamentos, ou sofisticado.

Apenas uma rua, Acegua no Uruguai, com quatro ou cinco lojas pequenas, nada comparado a Riviera ou Chuy, menor ainda que Rio Branco que divisa com Jaguarão, resta apenas Aceguá no RS, que ainda reserva algumas lojas, bancos, restaurantes , formando uma pequena comunidade.

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INSTALAÇÃO DE SINALEIRA VERDE

Boa noite amigos e amigas da Cami.

Pretendemos ir até a Argentina e lá precisamos estar de acordo com as normas de trânsito, por isso demonstramos aqui no vídeo a instalação da sinaleira lateral verde e vermelha exigida por eles.


Fiquem com Deus e até o próxima postagem.

 

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